Espelho (mirror) do wikileaks

December 8th, 2010

Eu estou hospedando um espelho (mirror, ou seja, uma cópia) do site Wikileaks aqui neste servidor (http://wikileaks.brunogola.com.br/) e se você tem acesso a uma máquina/servidor Unix com um IP público você pode fazer o mesmo.

Você só precisa habilitar uma conta (ssh ou ftp) e configurar seu servidor web. É fácil e rápido, siga os passos descritos em http://wikileaks.brunogola.com.br/mass-mirror.html (em portugues: http://wikileaks.brunogola.com.br/mass-mirror-pt-br.html) e pronto.

Wikileaks Mirror

December 8th, 2010

I’m hosting a Wikileaks mirror here (http://wikileaks.brunogola.com.br/) and if you have an unix machine with a public IP you can host too.

You just need to set up an user account (ssh or ftp) and configure your webserver. It’s easy and quick, follow the steps on http://wikileaks.brunogola.com.br/mass-mirror.html and you’re done.

Matemática da roda fixa

June 21st, 2010
Pinhão

foto: canna

A relação da sua roda fixa influencia na hora do skid, não só na facilidade de parar a bicicleta mas também na vida do seu pneu traseiro. Existe uma famosa tabela que já passou por vários blogs e mostra os skid spots/skid patches para cada relação, mas como chegamos nesse número sem a tabela?

Imagine uma relação 44×44 (ou seja, coroa de 44 dentes e pinhão de 44 dentes também), para simplificar podemos dizer que é uma relação 1:1 (ou um pra um). Numa relação 1:1 cada volta no pedal/coroa equivale a uma volta completa da roda traseira/pinhão, ou seja, o pneu acompanha o pedal, isso significa que você tem apenas um skid spot/patch. Da mesma forma com uma relação 4:1 (por exemplo 44×11) o pinhão/pneu gira exatamente 4 vezes para cada volta completa da coroa/pedal, isso significa um skid spot/patch, pois por mais que o pneu não acompanhe o pedal, quando o pedal completa uma volta o pneu completa 4 voltas e estará na posição inicial/do começo do giro.

Tá, mas e para relações onde o pneu não da a volta completa a cada pedalada? Suponha agora a relação 44×16. Para cada volta no pedal o pneu da 2.75 voltas (44 / 16 = 2.75). Para voltar à posição inicial do giro precisamos de quantas pedaladas? Vejamos: 2.75 é uma volta no pedal. Duas voltas no pedal significa 2.75 * 2 que é igual a 5.5 voltas, ainda não volta para a posição inicial. Três voltas no pedal = 2.75 * 3 = 8.25, nada ainda. Agora na próxima volta temos 2.75 * 4 = 11, ou seja, depois de quatro voltas/giros no pedal o pneu deu exatamente 11 voltas, isso significa que ele voltou pra posição que estava em relação ao pedal. Isso quer dizer que quando travamos o pedal o pneu pode estar em quatro pontos diferentes, ou seja, temos 4 skid spots/patches.

A matemática por trás disso tudo está na relação de “primacidade” entre o número de dentes da coroa e do pinhão. Se os números de dentes da coroa e do pinhão forem primos entre eles, ou seja, sem divisores comuns, o número de voltas necessárias no pedal para voltar à posição inicial do pneu em relação ao pedal é igual ao número de dentes do pinhão. Por isso no caso da relação 1:1 ou da relação 4:1 o número de skid patches é 1. Voltando para a relação 44×16, os dois números podem ser divididos tanto por 2 quanto por 4, neste caso o jeito é achar o máximo divisor comum dos números e dividir o número de dentes do pinhão pelo MDC, chegando assim no número de skid patches. O MDC de 44 e 16 é 4, 16/4 = 4, portanto, 4 skid patches. Outro jeito de visualizar isso é simplificar a relação: 44:16 = 2.75, se dividirmos os dois números por 2 temos 22:8. Mais uma vez dividindo por 2 temos 11:4, 11 é primo, portanto não podemos mais simplificar a relação, então chegamos no número 4 mais uma vez.

Alguns exemplos para terminar:

  • 46×18: simplificamos para 23×9 (dividindo a relação por 2), como 23 é primo, o número de skid patches é 9.
  • 53×20: 53 é primo, portanto temos 20 skid patches.
  • 50×20: simplificando /2 -> 25×10 /5 -> 5×2, ou seja, 2 skid patches.
  • 48×17: 17 é primo, portanto temos 17 skid patches.

17/01 e 18/01 – Passo de Sico e San Antonio de Los Cobres

March 23rd, 2010

Na noite do dia 16/01 eu fui acessar a internet no albergue com meu netbook e sentei na mesma mesa que um cara cabeludo. Puxei papo com ele e ele me contou que era da California, tinha acabado de chegar da Bolívia, onde tinha feito o passeio de 3 dias de 4×4 pelo salar de Uyuni. Assustado com os preços salgados (…) de San Pedro ele queria sair dali o mais rápido possível para economizar e continuar viajando por mais tempo. O problema é que o próximo ônibus pra Salta com vaga sairia em 1 semana, ou seja, seriam 6 dias gastando bastante.

Nós pretendíamos seguir para San Antonio de Los Cobres na Argentina, atravessando o Passo de Sico. As informações sobre o passo eram poucas e antigas. Eu estava meio receoso, mas perguntei para as pessoas em San Pedro e todos disseram que o caminho estava aberto e bem transitável.

Falei pro Jeff que ele poderia seguir com a gente até San Antonio se quisesse e de la seria mais fácil (e barato) pegar um ônibus para Salta. O único problema era o espaço no carro (além de carregarmos duas bicicletas e malas, o cara tinha uns 2 metros de altura). Ele falou que pensaria no assunto e se topasse acordaria cedo no dia seguinte para tentar entrar no carro.

Sete da manhã do dia 17/01 e o Jeff já estava na recepção do albergue nos esperando, colocamos a mala dele no carro e enfiamos ele la dentro, tudo certo!

Passamos pela imigração (depois de uma fila chata, enorme e demorada) e seguimos para o Passo de Sico. Foram aproximadamente sete horas em uma estrada e uns 5 carros no total hehehe. Estrada deserta, de terra/cascalho/ripio. No total foram 450km sem posto de abastecimento ou qualquer estrutura.

A estrada mereceria um post à parte. É maravilhosa, com salares, lagos, montanhas e o nada. O desertão.

salar no passo de sico

salar no passo de sico

O passo de montanha fica próximo dos 4500m de altitude, o ponto mais alto da viagem. Um retão pra todos os lados que você olha, lindo!

passo de montanha

passo de montanha

No passo de fronteira, do lado chileno, a saída foi tranqüila, apenas olharam os documentos do carro. Já pra entrar na argentina os caras olharam feio pro meu R.G., dizendo que era antigo e etc. Nós a 200km de qualquer cidade e os caras queriam implicar com meu R.G…

Depois de uns 20 minutos de perguntas entramos sem problema, estávamos de volta à Argentina.

Mais 200km de nada, apenas paisagens incríveis e buracos na estrada e chegamos à San Antonio de Los Cobres. Cidadezinha pequena que está a mais de 3000 metros de altitude. Achamos um único albergue na cidade e ficamos por lá. Em San Antonio não tem muito o que fazer, então fomos comer uma pizza, a primeira da viagem. Foi horrível hehehe. Pizza só em São Paulo. Depois da pizza só nos restava voltar pro albergue e dormir…

12/01 – 17/01 San Pedro de Atacama

February 23rd, 2010

Durante a viagem é difícil manter os posts diários enquanto fazemos diversos passeios e chegamos exaustos querendo apenas comer, tomar banho e dormir.

Resolvi fazer posts resumindo a viagem. Começando com um post sobre San Pedro de Atacama, um sobre o Passo de Sico e depois sobre Cafayate. Talvez escreva outro(s) mais específicos, por exemplo pretendo escrever um sobre bicicletas nas cidades que visitamos.

Para começar atualizei o mapa do roteiro, agora esta certinho dia por dia com o que aconteceu de fato:


View São Paulo -> San Pedro de Atacama in a larger map

San Pedro de Atacama

San Pedro foi a cidade onde ficamos mais tempo, foram 5 dias/6 noites (chegamos 12/01 e partimos 17/01).

12/01 – Terça - Fomos procurar agências de turismo na cidade para fechar os passeios, a ideia era fechar todos em uma só pra conseguir algum desconto. Por indicação do Edgardo da operadora Atacama Mística, que só faz passeios para a bolivia, bolivia, bolivia, bolivia, che, bolivia, fomos até a Grado Diez onde fechamos o pacote de dois dias com todos os passeios clássicos, dois por dia. A diferença da Grado Diez é que no lugar de usar uma van nos passeios eles usam um caminhão 4×4. O caminhão tem uma chapa onde eles preparam o café da manhã ou o almoço, é muito bacana =)

caminhão da grado diez e o almoço servido

caminhão da grado diez e o almoço servido

13/01 – Quarta - Tiramos o dia de folga. Ficamos no hostal, demos uma volta por San Pedro, saímos para identificar estrelas com o Stellarium, enfim, férias. Fomos também procurar um novo hostal/hostel para ficar, já que no Puritama só tínhamos a vaga garantida até as 10h00 do dia 14/01. Achamos o Hostelling International e pegamos um quarto duplo.

14/01 – Quinta - Acordamos cedo, arrumamos as malas para liberar o quarto e fomos direto pra porta da agência. No primeiro passeio fomos ao Salar de Atacama e às Lagunas Altiplanicas onde no fim os guias fizeram um ótimo almoço ali no pé dos vulcões e do lado das Lagunas. Voltamos para San Pedro e tivemos um intervalo de uma hora +- para levar as malas do Puritama pro HI, daí ja era hora de ir pra porta da agência de novo. Fomos para a Laguna Cejas, lagoas no meio do salar, de água muito salgada, onde você não consegue afundar, divertido! =)

almoço num lugar chato...

almoço num lugar chato...

Melhor ainda foi o “cocktail” que rolou depois de nadarmos no sal. Pisco Sour, azeitona, queijo e um por-do-sol maravilhoso!

saúde!

saúde!

15/01 – Sexta - Mais passeios, acordamos às 04h30 pro passeio mais famoso do deserto: Geysers el Tatio. O lugar é incrível, mas o melhor da manhã é, depois de sofrer com o frio de -8ºC poder nadar na piscina aquecida natural. Difícil é sair da água =P. Depois dos Geysers visitamos o vilarejo chamado Machuca (onde comi mais uma vez carne de Lhama, dessa vez um excelente espetinho =))

geysers

geysers

À tarde foi a vez do Valle de La Muerte e do por-do-sol no Valle de La Luna. O Valle de La Muerte é estranho, uma paisagem completamente diferente de tudo. Dunas e pedras e montanhas e nada de vida (tudo muerto, tudumpá). Vale destacar a descida das dunas correndo! Muito massa! Pena que não tem umas dunas aqui perto hehe =)

dunas!!

dunas!!

Depois seguimos para o Valle de La Luna, também completamente diferente de tudo que estava acostumado. Lá fizemos uma caminhada até o topo de uma das dunas para ver ter uma vista privilegiada do por-do-sol. A dica do nosso guida era observar a cordilheira dos andes, que estava arás de nós, e assim ver a mudança de cores causada pelo por-do-sol. É lindo!

cordilheira dos andes vista do valle de la luna

cordilheira dos andes vista do valle de la luna

16/01 – Sábado - Dia de mudar de hostel (já que no HI ficamos sem água/água quente nas duas vezes). Visitamos o museu de San Pedro de Atacama, vale muito a visita, especialmente se você visitar antes o museu de arqueologia de Salta! Apenas descansamos já que no domingo era dia de atravessar os Andes de volta, e dessa vez pelo Passo de Sico, estrada desconhecida e não pavimentada =)

11/01 Passo de Jama (Purmamarca -> San Pedro)

January 21st, 2010

Rodamos aproximadamente 450km. Saímos de Purmamarca cedo, por volta das 08 da manhã. Pegamos a ruta 52 que passa por Purmamarca e leva até o Passo de Jama, fronteira mais ao norte entre Argentina e Chile. A estrada é muito boa, mas cheia de curvas e, pra variar, pista simples. Estávamos a uns 1.600/1.800 metros de altitude e a estrada chegou rapidamente a mais de 4100m e até aí nada de sentir a famosa Puna ou os efeitos da altitude.

Depois disso começa uma grande descida e chegamos a trechos de retas longas mas com uma paisagem maravilhosa: montanhas pra todos os lados e do nada aparecem salares e lagos. Um deles foi o Salar Grande Salinas (das fotos do post anterior). A estrada atravessa dois salares gigantescos, em um deles até paramos para pedalar. Também vimos muitas Lhamas e Vicuñas no caminho =D

Depois do salar e da região plana continuamos seguindo, a estrada volta a subir. Chegamos a Susques (última cidade argentina antes da fronteira) com muita fome, paramos pra almoçar. Susques é um pequeno povoado na beira da estrada, nossa intenção era comer qualquer coisa, abastecer e partir. Paramos num “Comedor” que tinha até plaquinha de Internet (no meio do nada). Entramos e não tinha ninguém, batemos palmas, chamamos e nada. Quando vi, veio um homem perguntando o que queríamos. Respondemos que queríamos almoçar e ele disse que não tinha muita coisa pra oferecer, mas iria dar uma olhada no que poderia fazer. Voltou dizendo que poderia fazer dois bifes com ovos e arroz, nada mais perfeito =D

Enquanto esperavamos o almoço entrou um outro homem no restaurante, parecia um “local”. Ele nos encarou e perguntou se falávamos francês (em francês, claro). Respondemos que não, que eramos do Brasil, ele disse: “Ah!! Romário. Sou de Susques mas gosto do Michael Jackson” e do nada começou a cantarolar e dançar (muito bem) “Smooth Criminal” do MJ. Bizarro foi pouco. No fim se despediu em francês e nos chamando de amigos…

Enfim, comemos nossos bifes e partimos. A estrada continuou subindo até os 4.320m. Nesse momento a Gabi ficou muito cansada e eu com muita dor de cabeça, provavelmente por causa da altitude. Atravessamos a fronteira sem maiores problemas, no caminho ainda na Argentina conhecemos uns brasileiros que também estavam de carro vindo de Curitiba.

Depois da fronteira, já no Chile, a paisagem começa a mudar muito e pegamos uma região enorme e plana (o altiplano), retas e retas maravilhosas. Cada montanha de uma cor diferente, a vegetação muda, os cactos desaparecem, o céu é de um azul lindo. Imagens que a câmera não captou. É tudo muito bonito, mas eu queria atravessar essa região logo pois estávamos a mais de 4.000 metros de altitude e sofrendo com a dor de cabeça. O Altiplano se estende por uns 100km e nesses km começamos a enxergar o deserto. Quilômetros e quilômetros da mesma coisa: pedras e montanhas cinzas. Depois montanhas e montanhas de areia. E assim vai até chegar em San Pedro, com o Vulcão Licancabur do nosso lado por uns 60km.

Chegamos em San Pedro de Atacama por volta das 20h, mas ficamos mais de uma hora na burocracia da aduana. Procuramos algum lugar pra ficar e achamos o Puritama Hostal, na rua Caracoles, a principal da cidade. A rua é fechada para carros.

Amanhã devemos procurar pacotes de passeios. Começam agora as férias das férias =D

Salar no meio da estrada

January 13th, 2010

Fizemos a estrada mais bonita que já vi: o Passo de Jama, fronteira entre Argentina e Chile. Um pouquinho do que vimos: o salar Grandes Salinas,.

Entre uma montanha e outra de repente você vê uma poça branca imensa lá em baixo, minutos depois você vê o branco no horizonte.

Salar no horizonte

Salar no horizonte

A estrada passa no meio do salar e tem um lugar para parar o carro (ou até entrar com o carro no salar). Estacionamos na beira da estrada, pegamos as dahons no porta-malas e pedalamos no sal.

Gabi pedalando no Salar

Gabi pedalando no Salar

Mais fotos no meu flickr.

10/01 e 11/01 Tilcara -> Purmamarca

January 13th, 2010

Confesso, me apaixonei por Tilcara. Uma cidade com menos de 10 mil habitantes, antigo povoado indígena enfiado no meio das montanhas. É montanha pra todo lado de todos os tamanhos e cores.

Todas as casas são parecidas e da cor do chão: um marrom claro, terra seca e areia. Fizemos os dois passeios clássicos da cidade, mas sem guias: a Garganta do Diabo e Pukara (que no idioma indígena significa Fortaleza).

A Garganta do Diabo é um caminho que você faz entre as montanhas, num vale que parece ser o caminho de um rio. Nas fotos da pra ver como são os rios por aqui: pedras, mais pedras e um pouco de água correndo. São aberturas enormes que fazem você pensar no tamanho do rio que passou/passaria por ali.

Enfim, depois de subir 4km numa estrada/trilha de terra você chega no topo do vale que forma a Garganta. Lá de cima tem um caminho (ou vários caminhos) para descer para o vale e seguir por ele até uma queda d’água. O passeio todo vale muito a pena pelas enormes pedras, montanhas e cactos gigantes. No fim da até pra tomar um banho na cachoeira antes de encarar a volta.

Eu subi uma parte a pé com a Gabi tentando levar a bicicleta, mas descobri que seria muito difícil pois em alguns trechos tinha que escolher entre eu e a bicicleta já que era meio estreito. Voltei pedalando e peguei o carro para encontrar a Gabi la em cima (existe um caminho para carros para chegar no topo, são 8km de uma estrada de terra absurda beirando precipícios.

Depois do passeio pelo vale subimos a montanha de novo e fomos pegar o carro, duas argentinas nos pediram carona e falamos que tudo bem. Ao chegar perto do carro fui pegar a chave no bolso. Cadê?

Dois minutos de preocupação e resolvemos olhar o carro. Vidro aberto e chave no contato. Tudo intacto. Ainda bem que as argentinas estavam junto com a gente, porque senão eu teria tomado uma bela duma bronca =P

Deixamos as argentinas na cidade, deixamos o carro na pousada e fomos comer e beber algo, provei uma Tortilla de queijo feita por uma tia na rua com terra voando pra todo lado, muito boa. De noite resolvemos provar a carne de Lhama (comi uma Lhama à Parrilla). Vale a experiência, mas só. É uma carne de vaca mais dura e com menos sabor =P Bebemos também um bom vinho da região.

No dia 11 acordamos e fomos fazer o outro passeio, conhecer a Pukara. Pagamos $10 (pesos argentinos) cada um para entrar, mas vale a pena. É uma cidade inteira que está de pé desde o século XIV. Cidade dos índios que habitavam as terras do noroeste da argentina e que foi tomada pelos Incas no século XV. As casas estão em sua grande maioria intactas, os jardins e currais, tudo em perfeito estado.

Saindo da Pukara deixamos Tilcara para trás e fomos almoçar e arrumar lugar pra dormir em Purmamarca, um vilarejo com 500 habitantes (e o dobro de turistas). É tão encantador quanto Tilcara. Muitas montanhas coloridas, como o Cerro de 7 colores. Ficamos num hostal-restaurante. Almoçamos e jantamos lá e conhecemos o primeiro brasileiro nessa viagem: Ricardo, que dizia ser meio brasileiro e meio Uruguaio pois mora na fronteira. Ele nos deu uma dica de lugar para visitar, eu esqueci o nome do lugar e de qualquer forma não teríamos tempo de ir, infelizmente.

Amanhã dia 12 partimos para a travessia do Passo de Jama para entrar no Chile.

Até!

09/01 Salta -> Tilcara

January 9th, 2010

O dia mais bonito (por enquanto =D). Acordamos cedo, dei uma volta de bicicleta por Salta e depois seguimos pela Ruta 9 até a província de Jujuy. A estrada é muito bonita e um tanto perigosa, não passam dois carros ao mesmo tempo, portanto se você cruzar com alguém na estrada deve sair com uma das rodas para o “acostamento”, que muitas vezes não existe e é substituído por um precipício =D

Mas vale muito a pena fazer essa estrada. Muitas montanhas gigantes e muito verde. Paramos para tirar fotos algumas vezes.

Depois dessa estrada chegamos a San Salvador de Jujuy mas passamos reto, pegamos a Ruta 9 mais uma vez, agora sentido Tilcara e Humahuaca. A estrada segue tranqüila nesse trecho, com faixas largas e boa sinalização. São 80km entre S.S. de Jujuy e Tilcara, mas os últimos são os mais belos. De repente aparecem um ou outro cacto, a vegetação (verde) das montanhas vai sendo substituída pelo cinza/marrom/terra das montanhas dessa região mais seca e mais alta (saímos de 1200 em Salta para 1400 em Jujuy e agora 2600+- em Tilcara).

Quando você menos espera esta cercado por montanhas marrons, onde o único verde é dos cactos. São montanhas enormes! Surgem vilarejos no meio das montanhas, é tudo muito diferente de tudo que eu já tinha visto.

Chegando em Tilcara fiquei maravilhado. É uma cidade bem pequena parecida com os vilarejos que passamos. Todas as casas têm a mesma aparência (cor de barro) e parece que estamos num corredor de montanhas, todos os lados que você olha você as enxerga. É lindo.

Tirei mutias fotos da cidade.

Chegamos por volta das 14h30 e fomos procurar lugar pra ficar. Por indicação do livro fomos ao hostel Malka que fica num lugar maravilhoso mas longe do centro. O hostel é bem bonito e parece ter uma ótima estrutura (e bons preços), porém estava lotado.

Partimos para a segunda opção, posada Con Los Angeles que foi indicação do Poka. Uma opção um tanto mais cara que o hostel, mas ao chegar ficamos impressionados com a beleza do lugar (além da indicação de que o vinho deles era muito bom hehehe).

Deixamos as coisas na Pousada e fomos dar mais uma volta a pé pela cidade, paramos para comer e assistimos um grupo de música andina em um restaurante (comemos Empanadas e Tamales).

Amanhã continuamos em Tilcara, devemos explorar a região (e subir até Humahuaca).

Subimos mais fotos para o Flickr, acompanhe pois este trecho, na minha opinião, foi o mais bonito até agora.

07/01 Monte Quemado -> Salta

January 7th, 2010

Levantamos às 6h e fomos pra estrada, seguimos pela ruta 16 com muita chuva e muitos buracos. Continuamos com a companhia dos pássaros loucos. Muitos, MUITOS buracos e muita MUITA chuva. Vimos algo que parecia como 1km² de gado. Sério, um colado no outro, não tinha como eles se moverem. Segundo a Gabi aquilo provavelmente significava também 1km³ de gases, pois o odor era tenso.

Hoje também acertamos um dos pássaros malucos na estrada, coitado.

O retão continuou por uns 250km até que a chuva parou. Começamos a subir um pouco e ver mudanças na paisagem. A vegetação foi mudando até que vimos a primeira sombra de uma montanha, bem ao fundo. Obviamente fiquei feliz e a Gabi tirou fotos! =D

A ruta 16 termina na ruta 34, que é bem melhor, pista dupla e sem nenhum buraco. Pegamos a direita sentido ruta 9 e Salta. Nessas rutas (9 e 34) subimos mais de 800 metros para chegar aos 1200m de altitude de Salta. Chegamos às 12h30 e fomos dar uma volta para procurar um lugar para ficar. Seguimos as dicas do livro “Guia do Viajante Independente na América do Sul” e depois de rodar por alguns hoteis e hostels, escolhemos o hostel Terra Oculta que fica bem próximo do centro e da avenida principal.

O hostel é barato e tem quartos de casal, de quatro e de oito pessoas. A diferença de preço é insignificante e todos são com banheiro compartilhado. O atendimento é muito bom, vale muito a pena. Tem internet boa, café da manhã (desayuno) e estacionamento. E este foi o hostel/hotel mais barato que visitamos. =D

Salta é uma cidade bem bonita no centro, e muito turística. Ouvimos todo tipo de idiomas por aqui, mas não encontramos brasileiros por enquanto. Almoçamos bem e visitamos o museu de arqueologia de alta montanha e agora estamos no hostel descansando um pouco para aproveitar a noite de Salta =D

Amanhã devemos seguir para Jujuy e Tilcara.